





Iniciámos o processo com visitas a vários potenciais locais de compostagem em Niamey.
Dois destacaram-se:
Todos estes locais têm potencial para se tornarem centros de produção de composto para a cidade.
A AWV está atualmente a trabalhar para libertar um desses locais e assim expandir as atividades, graças ao apoio do nosso parceiro local, a ONG AS-TER SOUDJI Niger.
O processo é simples, mas poderoso:
Este será o primeiro composto granulado produzido no Níger, um avanço significativo por permitir que os agricultores o utilizem de forma prática e eficiente, tal como os fertilizantes químicos.
Para tornar isto possível, a AWV irá investir num granulador de alta qualidade que acelerará todo o processo de produção.
Em breve, será lançada uma campanha de crowdfunding para tornar esta inovação uma realidade!
Uma parte do composto será distribuída gratuitamente, para demonstrar o seu impacto em culturas-chave como arroz, cebola, couve e alface.
Ver as colheitas crescer saudáveis será o argumento mais convincente para todos os envolvidos.
Trabalharemos lado a lado com agricultores, técnicos agrícolas e parceiros locais, incluindo o Ministério da Agricultura, para garantir que o conhecimento se espalha e que mais pessoas beneficiam desta iniciativa.
A compostagem não é apenas agricultura, envolve recolha de materiais orgânicos, triagem, transformação, embalagem e distribuição.
Isto significa oportunidades reais de trabalho para os jovens, ao serviço das suas próprias comunidades.
À medida que o programa cresce, o objetivo é contribuir para a criação de um mercado nacional de composto, ajudando a reduzir a dependência de fertilizantes importados e a reforçar as economias locais.
Acreditamos na transparência e na colaboração.
Por isso, iremos partilhar atualizações ao longo de todo o processo sobre:

Em todo o país, os agricultores cultivam uma grande variedade de legumes, como cebolas, tomates e couves, em pequenas parcelas de terreno que podem garantir um rendimento real para uma família. As culturas de base, como o milho-miúdo (millet) e o sorgo, são plantadas em vastas extensões para alimentar comunidades inteiras. O arroz é cultivado em zonas irrigadas e pode ser altamente produtivo quando as condições são favoráveis.
Mas aqui está o problema: os solos estão a perder nutrientes ano após ano. Mesmo com boas chuvas, os agricultores não conseguem obter as colheitas de que precisam. E quando a produção baixa, as famílias têm menos alimentos… e os preços sobem.
De três em três anos, o Níger enfrenta escassez na produção alimentar. No passado, grandes crises alimentares afetaram milhões de pessoas. O país recorda ainda as fomes de 1956, 1974/75, 1994/95, 2004/05 e 2009/10, esta última atingiu mais de 5 milhões de pessoas. O governo do Níger está profundamente preocupado com estas crises recorrentes.
A principal razão está na baixa fertilidade dos solos. Os solos nigerinos estão entre os mais pobres do mundo, faltam-lhes nutrientes essenciais como azoto (nitrogénio) e fósforo, indispensáveis ao crescimento das plantas. Os fertilizantes químicos são importados, caros e inacessíveis para muitos pequenos agricultores.
Os solos no Níger são, em grande parte, extremamente pobres, muitas vezes pouco mais do que areia (!). Faltam-lhes carbono, elementos minerais como fósforo e potássio, e fertilizantes à base de azoto. Isto explica a necessidade urgente de usar composto rico em nutrientes naturais para reconstruir e restaurar a fertilidade dos solos. O composto, sobretudo o composto enriquecido, é uma das melhores alternativas para regenerar a qualidade do solo no Níger, pois é rico em azoto, fósforo, potássio e húmus.
Transformar um problema numa solução
O Níger gera cerca de 2 milhões de toneladas de resíduos orgânicos domésticos por ano. Em vez de poluir o ambiente, estes resíduos podem tornar-se algo valioso: composto, um fertilizante natural que recupera a saúde do solo.
É precisamente esta a ideia por detrás do programa “Waste to Value” da AWV: transformar resíduos locais num fertilizante sustentável, acessível para os agricultores, benéfico para o ambiente e gerador de emprego para os jovens.
É por isso que o nosso trabalho no terreno é tão importante. Restaurar o solo não é apenas uma questão agrícola, é uma questão de segurança alimentar, criação de emprego e de um futuro melhor para milhões de pessoas.

Recentemente escrevemos um artigo de opinião no Jornal Económico, intitulado “Transformar resíduos em valor: de África a Portugal”, onde explicamos como a nossa abordagem waste-to-value (transformar resíduos em valor) está a transformar a agricultura, monte de composto após monte de composto:
Transformar resíduos em valor: de África a Portugal
No âmbito do nosso programa no Níger, estamos a preparar o lançamento de uma campanha de crowdfunding para ajudar a financiar os custos operacionais de novos projetos de consultoria e para enviar um granulador (máquina de pellets) que nos permitirá produzir composto em forma granulada, o primeiro do género no país.
Esta nova fase irá aumentar drasticamente o volume de composto de alta qualidade e rico em nutrientes, desbloqueando um impacto à escala nacional no setor agrícola, especialmente nas zonas áridas.
A AWV não é uma iniciativa comercial. O nosso objetivo é partilhar conhecimento, melhorar o uso da terra e apoiar os meios de subsistência locais. Depois de os sistemas estarem implementados, concentramo-nos na educação e formação, para que possamos gradualmente retirar-nos e deixar capacidade instalada.
Em Portugal, estamos atualmente a desenvolver uma estratégia centrada na gestão do território e na prevenção de incêndios, construindo pontes entre a Europa e a África Subsariana.
Pedimos que leiam, partilhem e apoiem esta jornada.
Vamos transformar resíduos em valor, juntos.

Iniciámos o processo com visitas a vários potenciais locais de compostagem em Niamey.
Dois destacaram-se:
Todos estes locais têm potencial para se tornarem centros de produção de composto para a cidade.
A AWV está atualmente a trabalhar para libertar um desses locais e assim expandir as atividades, graças ao apoio do nosso parceiro local, a ONG AS-TER SOUDJI Niger.
O processo é simples, mas poderoso:
Este será o primeiro composto granulado produzido no Níger, um avanço significativo por permitir que os agricultores o utilizem de forma prática e eficiente, tal como os fertilizantes químicos.
Para tornar isto possível, a AWV irá investir num granulador de alta qualidade que acelerará todo o processo de produção.
Em breve, será lançada uma campanha de crowdfunding para tornar esta inovação uma realidade!
Uma parte do composto será distribuída gratuitamente, para demonstrar o seu impacto em culturas-chave como arroz, cebola, couve e alface.
Ver as colheitas crescer saudáveis será o argumento mais convincente para todos os envolvidos.
Trabalharemos lado a lado com agricultores, técnicos agrícolas e parceiros locais, incluindo o Ministério da Agricultura, para garantir que o conhecimento se espalha e que mais pessoas beneficiam desta iniciativa.
A compostagem não é apenas agricultura, envolve recolha de materiais orgânicos, triagem, transformação, embalagem e distribuição.
Isto significa oportunidades reais de trabalho para os jovens, ao serviço das suas próprias comunidades.
À medida que o programa cresce, o objetivo é contribuir para a criação de um mercado nacional de composto, ajudando a reduzir a dependência de fertilizantes importados e a reforçar as economias locais.
Acreditamos na transparência e na colaboração.
Por isso, iremos partilhar atualizações ao longo de todo o processo sobre:

Em todo o país, os agricultores cultivam uma grande variedade de legumes, como cebolas, tomates e couves, em pequenas parcelas de terreno que podem garantir um rendimento real para uma família. As culturas de base, como o milho-miúdo (millet) e o sorgo, são plantadas em vastas extensões para alimentar comunidades inteiras. O arroz é cultivado em zonas irrigadas e pode ser altamente produtivo quando as condições são favoráveis.
Mas aqui está o problema: os solos estão a perder nutrientes ano após ano. Mesmo com boas chuvas, os agricultores não conseguem obter as colheitas de que precisam. E quando a produção baixa, as famílias têm menos alimentos… e os preços sobem.
De três em três anos, o Níger enfrenta escassez na produção alimentar. No passado, grandes crises alimentares afetaram milhões de pessoas. O país recorda ainda as fomes de 1956, 1974/75, 1994/95, 2004/05 e 2009/10, esta última atingiu mais de 5 milhões de pessoas. O governo do Níger está profundamente preocupado com estas crises recorrentes.
A principal razão está na baixa fertilidade dos solos. Os solos nigerinos estão entre os mais pobres do mundo, faltam-lhes nutrientes essenciais como azoto (nitrogénio) e fósforo, indispensáveis ao crescimento das plantas. Os fertilizantes químicos são importados, caros e inacessíveis para muitos pequenos agricultores.
Os solos no Níger são, em grande parte, extremamente pobres, muitas vezes pouco mais do que areia (!). Faltam-lhes carbono, elementos minerais como fósforo e potássio, e fertilizantes à base de azoto. Isto explica a necessidade urgente de usar composto rico em nutrientes naturais para reconstruir e restaurar a fertilidade dos solos. O composto, sobretudo o composto enriquecido, é uma das melhores alternativas para regenerar a qualidade do solo no Níger, pois é rico em azoto, fósforo, potássio e húmus.
Transformar um problema numa solução
O Níger gera cerca de 2 milhões de toneladas de resíduos orgânicos domésticos por ano. Em vez de poluir o ambiente, estes resíduos podem tornar-se algo valioso: composto, um fertilizante natural que recupera a saúde do solo.
É precisamente esta a ideia por detrás do programa “Waste to Value” da AWV: transformar resíduos locais num fertilizante sustentável, acessível para os agricultores, benéfico para o ambiente e gerador de emprego para os jovens.
É por isso que o nosso trabalho no terreno é tão importante. Restaurar o solo não é apenas uma questão agrícola, é uma questão de segurança alimentar, criação de emprego e de um futuro melhor para milhões de pessoas.

Recentemente escrevemos um artigo de opinião no Jornal Económico, intitulado “Transformar resíduos em valor: de África a Portugal”, onde explicamos como a nossa abordagem waste-to-value (transformar resíduos em valor) está a transformar a agricultura, monte de composto após monte de composto:
Transformar resíduos em valor: de África a Portugal
No âmbito do nosso programa no Níger, estamos a preparar o lançamento de uma campanha de crowdfunding para ajudar a financiar os custos operacionais de novos projetos de consultoria e para enviar um granulador (máquina de pellets) que nos permitirá produzir composto em forma granulada, o primeiro do género no país.
Esta nova fase irá aumentar drasticamente o volume de composto de alta qualidade e rico em nutrientes, desbloqueando um impacto à escala nacional no setor agrícola, especialmente nas zonas áridas.
A AWV não é uma iniciativa comercial. O nosso objetivo é partilhar conhecimento, melhorar o uso da terra e apoiar os meios de subsistência locais. Depois de os sistemas estarem implementados, concentramo-nos na educação e formação, para que possamos gradualmente retirar-nos e deixar capacidade instalada.
Em Portugal, estamos atualmente a desenvolver uma estratégia centrada na gestão do território e na prevenção de incêndios, construindo pontes entre a Europa e a África Subsariana.
Pedimos que leiam, partilhem e apoiem esta jornada.
Vamos transformar resíduos em valor, juntos.
AWV
Categorias de membros:
a) Fundadores: Pessoas que assinem o documento fundador.
b) Membros Efetivos: Pessoas admitidas pela Direção ao abrigo dos nossos Estatutos.
c) Membros Associados: Pessoas singulares ou coletivas admitidas pela Direção.
d) Membros Jovens (<18 anos): Pessoas com menos de 18 anos de idade.
e) Membros Honorários: Pessoas singulares ou coletivas reconhecidas por contributos significativos para a AWV ou para a proteção ambiental.
Membros efetivos e jovens são admitidos mediante formulário e pagamento de quota. A Assembleia Geral pode também atribuir o estatuto de membro efetivo a associados que tenham contribuído de forma significativa para a AWV ou para a proteção ambiental.
Quotas anuais a partir de 2025:
a) Ter participado de forma significativa em trabalho voluntário ou prestado apoio financeiro à AWV durante, pelo menos, um ano.
b) Ter pago quotas de membro, de forma ininterrupta, durante dois anos.
Quotas anuais a partir de 2025:
• Estudantes: €120
• Pessoas singulares: €250
• Empresas e entidades: €500
Como pretendemos expandir significativamente as nossas atividades ao longo do tempo, queremos envolver ainda mais os nossos membros, organizando conferências e outros eventos para partilha de conhecimento valioso.
Não espere — junte-se a esta iniciativa! O seu contributo é essencial para construir um mundo melhor.





















